Morte inesperada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


"Era uma vez, numa era medieval onde os homens temiam as luas cheias e as bruxas ainda eram queimadas, um vampiro que pairava furioso sobre seus terrenos inférteis,gélidos e sem calor estava com fome.
E não.Na redondeza não haviam mulheres e nem homemens; nem mesmo uma vaca ou um coelho para disfarçar a necessidade de sangue
.
Ele gritava,ninguém podia ouvi-lo,pois seus terrenos eram gigantescos.
Não ia a cidade.
Tinha medo,pois sua raiva e sua necessidade de morder poderiam denunciá-lo e ele poderia acabar com uma estaca no peito,como seu pai,sua mãe e todos seus amigos.Não tinha nem mesmo um irmão que pudesse sacrificar,nem vinho raro poderia saciá-lo.

Voltando aos aposentos do castelo ele se decidio iria até o centro urbano.
Abriu a janela,de onde se via toda a pouco iluminada cidade e pôs-se a voar em sua direção.Tão fraco,tão raivozo e tão tonto ele acabou caindo na estrada,onde uma linda mulher foi em sua direção.

Dotado de olhos especiais ele enxergava muito bem nos escuros,por mais intensos que eles pudessem ser.Percebeu que a bela donzela falava uma lingua desconhecida por ele,mas não ligou,pois em qualquer lugar do mundo o sangue era o mesmo e tinha sempre o mesmo sabor delirante e demoníaco.

Levantando-se encarou-a com os olhos famintos,ela parecia indefeza,enfeitiçada,atraida.
Ele nunca fora tão romantico com uma mortal;para conquista-la citou versos dos mais nobres poetas do país,que eram da mesma raça que ele;cheirou os cabelos,lambeu-a o rosto e enfim chegou ao destino;o pescoço...
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Um berro atordoante,escandaloso e triste se ouviu pela cidade pouco iluminada,pelos domínios do castelo e pela vaga estrada onde os dois se encontravam.O vampiro tentava se afastar,mas não conseguia,estava sendo controlado,estava hipnotizado,estava vidrado na bela donzela.
A fome sumira e a única coisa que sentia era medo.Medo de perder a vida eterna para uma bruxa sedenta de sangue imortal.
Enfim descobrira o porquê de encontrar sua antiga amada morta com o pescoço furado e o corpo seco.
"

Nícholas Mendes (Puck Todd)

2 comentários:

Fernando Neves [ KroSS® ] disse...

Primeirinho?!
Há!

Então, Nícholas... gostei pakas do Texto. Algumas partes pra se entender à livre arbítrio, sem contar é claro com o desfecho como um "final aberto": não se sabe ao certo o que pode se vir depois...
MUAHAHAHA!
D'hora. Sombrio e "gélido"(plagiando a tua palavra! :P) e com um final qu'eu tbm não esperava: a bruxa mor!

É isso ae!

Eu sou a favor de uma continuação!
(vamo lá pessoal que postaa aqui, opinem: continuação ou não?)

Thales disse...
Este comentário foi removido pelo autor.